Era uma tarde de sexta-feira, quando os mais novos papais estavam ansiosos por ouvir pela primeira vez o coraçãozinho do nosso pequeno Caio.
Nesse momento, fomos visitados por um misto de ansiedade, curiosidade e amor. Não sabíamos direito o que viria pela frente, mas sabíamos que queríamos viver tudo aquilo.
Numa sala bem mobiliada de uma clínica de imagens, lá estavam: pai e mãe a espera de uma sensação que jamais poderiam imaginar sentir.
Em cada vez que a porta de entrada do corredor de exames se abria, nosso olhos arregalavam e rapidamente estávamos a postos, esperando que fosse a nossa vez. Essa cena se repetiu por algumas vezes, até que chegou a hora!
Em situações normais, talvez nunca conseguisse sentir tanto calor numa sala gelada de ar condicionado senti naquele momento. Era incrível como eu e meu marido, permanecendo num silêncio ansioso, dialogamos através de um fixo olhar de um para com o outro, um diálogo que traduzia a nossa história, para nós, uma história de amor.
O azul da tela de exames não saiu mais da minha lembrança, pois olhei tão fixamente a procura de informações e imagens que me trariam respostas do que eu ali buscava.
O médico, simpático e acolhedor, adentrou a sala em passos suaves, e tomou seu posto de trabalho. Pronto: era a hora mais esperada chegando. Algumas perguntas de praxe, o ensaio de imagem com o aparelho, até que em velocidade acelerada ouvimos: "tum tum, tum tum, tum tum... e em meio ao barulho do ar condicionado da sala de exames, olhares fixos no vídeo, percebemos a voz do médico dizendo: esse é o barulho do coração de seu bebê, que está com 4 semanas e um tamanho aproximado de 6 mm.
Naquela hora, a emoção tomou conta de nossas vidas, eu e meu marido, percebemos que a partir de então tudo mudou, parece que o mundo ficou mais colorido e choramos e sorrimos ao mesmo tempo de tanta alegria.
A alegria sentida, não tenho dúvidas, foi de gratidão a Deus, misturada com a sensação de experimentar um sentimento nunca até então vivido por nós. Sabíamos que se chamava amor, só não sabíamos que tomaria conta de todos nossos pensamentos 24 horas por dia, a partir de então.
Como somos adultos e conforme ditado pelos bons padrões sociais, não pudemos sair saltitantes pelas ruas da cidade, mas confesso, que naquele momento, era essa a nossa vontade.
Agora pergunto a você caro leitor: como pode um coração bater tão forte tendo-se apenas 6mm de comprimento? Para mim a resposta faz parte das Coletâneas da Vida escritas por Deus, que não somos capazes de desvendar seus mistérios, apenas podemos sentir, sentir, sentir e amar.
Para nós não foi ali que começou a vida do nosso bebê, acreditamos na vida já na junção zigótica, mas tudo ficou diferente "Quando ouvimos seu coração bater", percebemos que somente o Pai tem o controle de "Quando começa a vida...".
Obrigada pela visita!
Um grande abraço,
Aline Oliveira, mãe do Caio.
Aline...e esse amor que começou lá dentro do nosso ventre, cresce a cada dia...e não importam quantos anos há de passar, o amor reina absoluto, pleno, imensurável.É meu coração batendo fora de mim. A maternidade é abençoada, Deus te presenteou com a dádiva de ser mãe. Parabéns amiga. Nunca tive dúvida que você será uma mãe maravilhosa!!
ResponderExcluirSimone Jambo